O Professor tira dúvidas

Maio 23 2010

 

Hoje às 18.30 na Praça Leya, apresentação do conto policial colectivo, bordado a ponto cruz, da autoria de Alice Vieira e mais uns quantos senhores e senhoras, onde me incluo, como resultado de uma formação com a Autora.

 

 

Apareçam e aproveitem o último dia desta grande festa do Livro.

 

Porque ler é saber mais...

 

publicado por OPTD às 14:53

Julho 21 2009

 

Resumo
Como uma Gramática
 
José Miranda
Com o presente trabalho pretendemos divulgar três das obras de um autor francês contemporâneo, Erik Orsenna, consagradas à Gramática e à Língua francesa : La Grammaire est une chanson douce (2001), Les Chevaliers du Subjonctif (2004) eLa Révolte des Accents (2007).
                Nestas obras, o Autor leva-nos numa viagem pela Língua e Cultura francesa, servindo-se dos elementos da Língua como personagens de uma narrativa em três partes, com fins didácticos e ao mesmo tempo literários, trazendo o discurso gramatical para o campo literário, de uma forma criativa e original.
Resumidamente, o Autor põe em cena elementos da Gramática, personificados, usando-os para contar uma história, cumprindo assim dois objectivos : ensinar e divertir.
De referir também o facto de nas obras de Orsenna, os aspectos literários e culturais franceses (e outros) estarem sempre presentes pela evocação de nomes das Letras ou da Música como La Fontaine, Marcel Proust, Saint-Exupéry, Piaf, Henri Salvador, mas também Herman Melville, Joseph Conrad, Ernest Hemingway, escritores do mar e da viagem, Shakespeare, os musicais, num percurso de globalização cultural, um pouco à imagem da obra multifacetada do Autor.
Outro aspecto original das obras referidas é o uso das ilustrações, entradas de dicionário, caracteres de outras línguas como ilustração da mensagem escrita, o que transforma estas obras em objectos híbridos, ora em torno da etiqueta infanto-juvenil, ora mais próximo das reflexões melancólicas de um adulto face à vida e à língua em que nos emocionamos e vivemos, ou mesmo das memórias de aprendizagens escolares na infância.
Não sendo gramáticas nem romances, também não são apenas contos, estão próximos das estratégias das fábulas, mas têm, por vezes, um contexto entre o fantástico e o real, não deixando de ser ensaios sobre a Língua Francesa, o que impossibilita um público estanque, permitindo vários tipos e níveis de leitura.
Esta tendência, no que se refere à abordagem literária / lúdica da Gramática tem outros precursores / seguidores no panorama literário francês, como Pennac ou Rambaud, por exemplo, que para além do uso da narrativa, usam também outras abordagens como o diálogo ou o género epistolar.
Em suma, Orsenna dedica estas obras à Língua Francesa nos seus aspectos didácticos, literários e culturais, fundamentando o uso da gramática como tema de uma narrativa didáctica, mas também literária e cultural, aspectos incessantemente veiculados pela Língua.
 

Apresentado em 03/2009 no 8º encontro nacional da APP e publicado nas actas desse encontro

publicado por OPTD às 17:02

Julho 21 2009

 

RAMBAUD, P. (2007). La Grammaire en s'amusant. Paris: Editions Grasset et Fasquelle.
(194 pages, 11,90€)
 
            Le livre que nous venons de lire n’est pas une grammaire, pourtant c’est une grammaire et une grammaire amusante.
            Il s’agit de huit leçons / dialogues à la mode de Socrate entre l’Auteur et un enfant de sept ans. Chaque leçon a un titre suggestif, suivi des échanges entre un moi et un lui sur un thème grammatical, conclu par un résumé des idées principales à retenir du dialogue.
            Le langage est simples et accessible, plein d’analogies comme forme d’expliquer les concepts les plus abstraits.
            Le ton du livre est plutôt oralisant et informel ce qui fait de ce livre une véritable conversation avec un grand Auteur sur le Français, son Histoire, les noms, les adjectifs, les pronoms, les adverbes, les verbes, la syntaxe et la Littérature face aux nouvelles technologies.
            L’origine de ce livre date de novembre 1997, à Rennes, dans une rencontre entre Rambaud, Orsenna et des élèves du Lycée, réunis pour discuter le Goncourt des Lycéens, la grammaire et son enseignement.
            Les Auteurs ont promis aux élèves: «Nous allons vous écrire une grammaire lisible! C’est juré.» (RAMBAUD, 2007: 10). Orsenna a commencé a tenir sa parole en 2001 «sous forme de contes» (RAMBAUD, 2007: 10), avec le premier volume de sa, pour le moment, trilogie, La Grammaire est une chanson douce des Editions Stock.
Rambaud a pris dix ans, mais, au contraire d’Orsenna, son livre fait une approche plus consciente pour le lecteur et directe de l’importance de la grammaire dans la vie:
La grammaire n’est qu’un mode d’emploi qui évolue avec l’usage et le temps.
(RAMBAUD, 2007: 10)
La grammaire n’est pas une punition, mais une nécessité, un droit, une chance et un jeu.
(RAMBAUD, 2007: 10)
La grammaire, mon coco, c’est ce qui nous distingue du chimpanzé.
(RAMBAUD, 2007: 28)
Lire des livres reste la meilleure méthode pour se perfectionner dans l’art de parler et d’écrire.
(RAMBAUD, 2007: 194)
José Miranda
 
publicado on line na página da APPF 05/2009
publicado por OPTD às 16:54

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