O Professor tira dúvidas

Fevereiro 11 2010

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publicado por OPTD às 11:19

Julho 21 2009

 

Resumo
Como uma Gramática
 
José Miranda
Com o presente trabalho pretendemos divulgar três das obras de um autor francês contemporâneo, Erik Orsenna, consagradas à Gramática e à Língua francesa : La Grammaire est une chanson douce (2001), Les Chevaliers du Subjonctif (2004) eLa Révolte des Accents (2007).
                Nestas obras, o Autor leva-nos numa viagem pela Língua e Cultura francesa, servindo-se dos elementos da Língua como personagens de uma narrativa em três partes, com fins didácticos e ao mesmo tempo literários, trazendo o discurso gramatical para o campo literário, de uma forma criativa e original.
Resumidamente, o Autor põe em cena elementos da Gramática, personificados, usando-os para contar uma história, cumprindo assim dois objectivos : ensinar e divertir.
De referir também o facto de nas obras de Orsenna, os aspectos literários e culturais franceses (e outros) estarem sempre presentes pela evocação de nomes das Letras ou da Música como La Fontaine, Marcel Proust, Saint-Exupéry, Piaf, Henri Salvador, mas também Herman Melville, Joseph Conrad, Ernest Hemingway, escritores do mar e da viagem, Shakespeare, os musicais, num percurso de globalização cultural, um pouco à imagem da obra multifacetada do Autor.
Outro aspecto original das obras referidas é o uso das ilustrações, entradas de dicionário, caracteres de outras línguas como ilustração da mensagem escrita, o que transforma estas obras em objectos híbridos, ora em torno da etiqueta infanto-juvenil, ora mais próximo das reflexões melancólicas de um adulto face à vida e à língua em que nos emocionamos e vivemos, ou mesmo das memórias de aprendizagens escolares na infância.
Não sendo gramáticas nem romances, também não são apenas contos, estão próximos das estratégias das fábulas, mas têm, por vezes, um contexto entre o fantástico e o real, não deixando de ser ensaios sobre a Língua Francesa, o que impossibilita um público estanque, permitindo vários tipos e níveis de leitura.
Esta tendência, no que se refere à abordagem literária / lúdica da Gramática tem outros precursores / seguidores no panorama literário francês, como Pennac ou Rambaud, por exemplo, que para além do uso da narrativa, usam também outras abordagens como o diálogo ou o género epistolar.
Em suma, Orsenna dedica estas obras à Língua Francesa nos seus aspectos didácticos, literários e culturais, fundamentando o uso da gramática como tema de uma narrativa didáctica, mas também literária e cultural, aspectos incessantemente veiculados pela Língua.
 

Apresentado em 03/2009 no 8º encontro nacional da APP e publicado nas actas desse encontro

publicado por OPTD às 17:02

Julho 21 2009

 

RAMBAUD, P. (2007). La Grammaire en s'amusant. Paris: Editions Grasset et Fasquelle.
(194 pages, 11,90€)
 
            Le livre que nous venons de lire n’est pas une grammaire, pourtant c’est une grammaire et une grammaire amusante.
            Il s’agit de huit leçons / dialogues à la mode de Socrate entre l’Auteur et un enfant de sept ans. Chaque leçon a un titre suggestif, suivi des échanges entre un moi et un lui sur un thème grammatical, conclu par un résumé des idées principales à retenir du dialogue.
            Le langage est simples et accessible, plein d’analogies comme forme d’expliquer les concepts les plus abstraits.
            Le ton du livre est plutôt oralisant et informel ce qui fait de ce livre une véritable conversation avec un grand Auteur sur le Français, son Histoire, les noms, les adjectifs, les pronoms, les adverbes, les verbes, la syntaxe et la Littérature face aux nouvelles technologies.
            L’origine de ce livre date de novembre 1997, à Rennes, dans une rencontre entre Rambaud, Orsenna et des élèves du Lycée, réunis pour discuter le Goncourt des Lycéens, la grammaire et son enseignement.
            Les Auteurs ont promis aux élèves: «Nous allons vous écrire une grammaire lisible! C’est juré.» (RAMBAUD, 2007: 10). Orsenna a commencé a tenir sa parole en 2001 «sous forme de contes» (RAMBAUD, 2007: 10), avec le premier volume de sa, pour le moment, trilogie, La Grammaire est une chanson douce des Editions Stock.
Rambaud a pris dix ans, mais, au contraire d’Orsenna, son livre fait une approche plus consciente pour le lecteur et directe de l’importance de la grammaire dans la vie:
La grammaire n’est qu’un mode d’emploi qui évolue avec l’usage et le temps.
(RAMBAUD, 2007: 10)
La grammaire n’est pas une punition, mais une nécessité, un droit, une chance et un jeu.
(RAMBAUD, 2007: 10)
La grammaire, mon coco, c’est ce qui nous distingue du chimpanzé.
(RAMBAUD, 2007: 28)
Lire des livres reste la meilleure méthode pour se perfectionner dans l’art de parler et d’écrire.
(RAMBAUD, 2007: 194)
José Miranda
 
publicado on line na página da APPF 05/2009
publicado por OPTD às 16:54

Janeiro 10 2009

Com mil milhões de macacos: Tintim faz 80 anos!

Tintim, o repórter aventureiro criado por Hergé (pseudónimo de Georges Remi), celebra 80 anos a 10 de Janeiro de 2009. Foi no suplemento juvenil Le Petit Vingtième que Tintim surgiu pela primeira vez. No ano seguinte (1930), foi publicado o primeiro álbum - Tintim no País dos Sovietes. Seguiram-se mais 23, incluindo os célebres O Lótus Azul, O Segredo do Licorne e Tintim no Tibete (de 1960, o favorito do autor).

É a partir de O Lótus Azul que surge de forma recorrente toda a família de personagens que acompanham as aventuras de Tintim: o inseparável cão Milu, o capitão Haddock, com os seus insultos criativos (os especialistas contam mais de duas centenas de insultos e exclamações diferentes, incluindo "com mil milhões de macacos", "súcia de tolos", "ciclocitrão" e "cordeirinho mascavado") ou as figuras quase, quase idênticas de Dupont e Dupond, entre vários outros.

O último álbum foi publicado em 1976. Hergé manifestou o desejo de que não houvesse seguimento da série após a sua morte, em 1983. O desenho rigoroso, de traço simples, e a forma como a cor é utilizada tornaram Tintim o exemplo clássico da chamada "linha clara" da banda desenhada, que inspirou muitos outros desenhadores.

Venderam-se, até hoje, mais de 200 milhões de álbuns de Tintim em mais de 60 línguas. Em 1999, os leitores do jornal francês "Le Monde" incluíram O Lótus Azul na 18ª posição entre os 100 livros que marcaram o século. Tintim foi adaptado ao cinema várias vezes, e prevê-se para 2010 a estreia de uma nova adaptação, com realização de Steven Spielberg.

Tintim chegou a Portugal em 1936, com Aventuras de Tim-Tim na América do Norte, publicado ao longo de vários meses na revista "O Papagaio", com edição e tradução de Adolfo Simões Müller. Nos anos 60, as histórias de Tintim passaram a ser publicadas numa revista com o mesmo nome. A edição em álbum começou apenas nos anos 80, já que até aí os direitos em língua portuguesa eram de uma editora brasileira.

Imagem
Excerto do álbum O Caso Girassol

Saber mais:
Site oficial
Galeria de personagens
Vídeo: As Aventuras de Tintim
Vídeo: Hergé a desenhar Tintim e Milu
Vídeo: excerto do filme Tintin et la Toison d'Or, de 1961
Blog Tintinófilo - Tintim em Portugal

07 de Janeiro de 2009
publicado por OPTD às 10:31

Um blogue de apoio às minhas aulas e a todos os que gostam da Língua Portuguesa (e Francesa) e tudo...
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