O Professor tira dúvidas

Dezembro 09 2015

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Antes de mais, uma advertência: se acha possível escrever bem seguindo uma receita qualquer, ainda por cima em três míseros passos, pode ir tirar o cavalo da chuva. Depois de ler este pobre artigo não vai ficar a saber escrever bem — mas talvez consiga escrever um pouco melhor.

Gostava ainda de avisar os incautos que querem escrever literatura: ninguém aprende a escrever romances em três, quatro ou trezentos passos. Este humilde texto quer apenas ajudar a escrever textos que andam mais ou menos longe da ficção: um artigo de blogue, um e-mail, uma carta, talvez até um relatório qualquer. Nada mais, nada menos. (Se o seu objectivo for a literatura, aconselho-o vivamente a ir a correr comprar um livrinho de Mário de Carvalho que dá pelo nome de Quem disser o contrário é porque tem razão.)

Agora, repare: cada vez escrevemos mais — passamos os dias a escrever por tudo e por nada. Por isso, esta ideia de tentar escrever de forma um pouco mais clara e convincente é bem mais importante do que parece à primeira vista. Se o meu caríssimo leitor não souber escrever bem, vai perder muito tempo, arranjar muitos conflitos, trabalhar muito pior.

Mas como saber se escrevemos bem ou não? Ora, eu não sei se escrevo bem: mas tento melhorar todos os dias. É isso que proponho.

Comecemos.

1. Ler (e pensar)

O primeiro passo é coisa para demorar anos. Talvez décadas. Mas, enfim, desde que se comece, podemos avançar em paz para os dois passos seguintes.

Então aqui vai: se quer escrever melhor, convém ler mesmo muito. E ler com atenção. Ler muitas coisas. E não parar de ler.

Dirão alguns: ora, isso todos dizem! Exacto: todos dizem, porque é verdade. Os clichés nem sempre são mentira.

Já será um pouco menos habitual avisar que, para escrever melhor, convém pensar melhor. É bem difícil, mas é essencial: para que serve escrever, se o que escrevemos for um disparate do princípio ao fim?

Diga-se de passagem que mais vale um disparate bem escrito do que um disparate que, ainda por cima, maltrata a língua e a nossa paciência. Ainda assim, convém tentar dizer menos disparates, por mais bem escritos que estejam.

Se não tiver paciência para pensar antes de escrever, bem, atreva-se a escrever sem pensar e, depois, rasgue o que houver a rasgar.

2. Escrever para alguém em particular

Portanto: começamos por ler muito e, quando temos alguma coisa para dizer, pensamos bem antes de pôr mãos à obra — ou melhor, dedos no teclado.

Temos então a folha em branco ou o curso do Word a piscar.

O terror. O medo. A imensa vontade de não escrever nada.

Como ultrapassar isto?

Há várias técnicas e teses imensas sobre o assunto.

Para já, uma ideia: pode começar por pensar numa boa maneira de dizer o que quer dizer a uma pessoa em particular.

Quando digo uma pessoa em particular, estou mesmo a pensar numa pessoa que conheça: um amigo, um conhecido, um familiar. Convém, claro, que essa pessoa se enquadre no tipo de leitor a que quer chegar. Por exemplo, se está a escrever para professores, pense num professor seu amigo. Se está a escrever para os portugueses de 30 anos, pense num português de 30 anos que conheça — e escreva para esse trintão desprevenido.

Isto é um truque, uma forma de desemperrar a escrita — e é um truque que estou a levar tão a sério que até estou a dirigir-me a um leitor em particular, que não digo quem é. (Como essa pessoa que tenho na cabeça é minha amiga, deveria a bem da verdade tratá-la por tu, mas não exageremos na dose.)

Se fizer isto que digo, torna-se mais fácil saber que vocabulário usar, como dar a volta ao texto, como convencer ou informar ou divertir. Terá um leitor na cabeça com quem pode fingir que está a conversar.

Escrever é conversar às cegas: é uma conversa em que não sabemos o que a outra pessoa está a achar do que dizemos. Por isso, se conseguirmos fingir para nós próprios que estamos a conversar, tudo correrá melhor.

Se fizermos isto, podemos contar histórias, falar directamente ao leitor, o que nos ajuda a nós a escrever com menos entraves — e, o que é mais importante, ajuda o leitor a perceber melhor o que queremos dizer.

3. Testar o texto

O que quero dizer com testar o texto? Para começar, quem escreve tem de ler o texto no fim. Experimente ler o que escreve em voz alta, por exemplo. (Tenha em conta a necessidade de não dar parte de maluco. Resguarde-se numa sala vazia ou mesmo na casa-de-banho.)

Verá como muitas frases que pareciam muito bem escritas se tornam, de repente, um labirinto absurdo donde só quer saber como se sai. Volte a escrever a tal frase enovelada. Escreva melhor. Deite fora o texto, se vir que dali não há nada que se salve.

Depois, se houver tempo e o texto for importante, teste-o mostrando a outra pessoa. Mais uma vez, se a sua cobaia for parte dos leitores a quem gostaria de chegar, tanto melhor. Mas o importante é mesmo mostrar a alguém: essa pessoa pode dizer-lhe onde estão os pontos que a si parecem claros como a água mas que, para os restantes mortais, não fazem qualquer sentido.

Depois, no final, volte a ler. Se for preciso, escreva de novo. Depois, escreva mais, sem desistir. Acima de tudo, leia mais.

Não posso garantir mas, se repetir várias vezes esta receita improvisada, é bem provável que acabe a escrever melhor.

http://www.certaspalavras.net/tres-passos-para-escrever-melhor-em-portugues/

publicado por OPTD às 19:50

Setembro 27 2015

 

 

Observa bem esta figura e elabora uma biografia imaginada da mesma, criando todos os detalhes necessários para que pudesse ter uma vida real.

publicado por OPTD às 23:06

Junho 02 2015

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Sem nenhum tropeço, posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo permitindo, mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível. Pode dizer-se tudo com sentido completo, como se isto fosse mero ovo de Colombo.

Desde que se tente sem se pôr inibido, pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento

Trechos difíceis se resolvem com sinónimos. Observe-se bem: é certo que, em se querendo, esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo.
Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo desporto do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo, sem o "P", "R" ou "F", ou o que quiser escolher. Podemos, em estilo corrente
 repetir sempre um som ou mesmo escrever sem verbos.

Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objecto escolhido, sem impedimentos. Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês. Por quê?

Cultivemos nosso polifónico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores.

Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores.
Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, pupilo de heróis e de nobres descobridores de mundos novos.


Descobriu?

 

Não tem a letra ...

publicado por OPTD às 21:14

Fevereiro 24 2015

Depois de ler o ato I de O Príncipe Nabo de Ilse Losa escreve uma continuação possível com pelo menos

 

1 título

2 atos

3 didascálias

4 personagens

 

Título?

Ato II (na casa do músico)

Músico (zangado) – Agora vais para minha casa e vais ver o que é disciplina!

Princesa (zangada) – Deves achar que mandas em mim!?

 

(o músico intrigado sai porta fora)

 

Vizinho da frente - olá!

 

(...)

 

 5º

 

Título

Ato 3 (na rua)

Beatriz (furiosa)– que raiva! Odeio descascar batatas!!!

Príncipe Nabo – tens que aguentar! Não quiseste casar comigo agora…

Mãe – ó filha! estás boa?

Beatriz – Mãe, quero voltar para o palácio!

Mãe – nem pensar! Tu é que não quiseste casar com o príncipe.

 

Ato 4 (no palácio do Príncipe Nabo)

Príncipe – D. Beatriz, podia comprar mais batatas? São duzentos convidados…

Beatriz – tantos?! O que é que eu vou fazer com estes convidados todos?

Príncipe – bem feito!!!

Beatriz – eu não quero descascar batatas!!! Onde está o meu pai?

Príncipe - o teu pai está no trono...

Beatriz - Eu quero falar com ele!!!!

Príncipe - ele não quer falar contigo...

(a princesa fica triste e sai)

 

ato 5 (na floresta)

Avó - vai-te embora para casa que já é tarde...

Beatriz - não, eu quero ficar aqui, quero a minha vida antiga de volta!...

Príncipe - vai-te embora. ninguém te quer aqui...

 

Continuação de Os Piratas de Manuel António Pina 

 

Manuel (com um olhar aterrorizado) – numa certa noite, antes do meu pai ir para a América, levou-me para o cais para ver o «Dover». A caminho, vi um grupo de pessoas estranhas com lanternas…

Ana (curiosa) – quem eram ?!

Manuel – eram pessoas que viviam no outro lado da ilha, ladrões de barcos afundados…

Ana – de que tipos de barcos?

Manuel – de barcos como o «Dover», cheios de cargas preciosas…

Ana – o que é que fizeste?

Manuel – fui tentar impedi-los… mas deram-me uma coronhada na cabeça e desmaiei…

Ana – a sério?!

Manuel – e quando acordei, já estava na minha casa e vi o «Dover» encalhado nas rochas e as pessoas a morrer…

Ana – e o lenço vermelho? E como encalharam nas rochas? (...)

 

---

 

Texto livre

 

Adeus, Stora!

Ato I (à porta da escola)

Sandro – Bom dia, D. Ana!

Diogo – Tudo bem, D. Ana?

  1. A. – Bem, obrigada!

 

Ato II (os alunos descem a rampa)

Sandro (irónico) – És muito bonito!...

Diogo (irónico também) – Obrigado! Tu também…

 

(chega o Micael)

 

Micael – Tudo bem?

Sandro e Diogo – Sim e contigo?

Micael – o quê?! Com essas negativas todas?

Sandro e Diogo (irritados) – Sim, mais as tuas…

 

(toca para entrar)

 

Ato III (à entrada da sala 4, entra o professor de Português)

Prof (muito irritado como sempre) –

Sentar e calar!!!

(Os alunos ignoram…

Sandro atira papéis)

Prof (manda o aluno ir buscar o papel do nia) – é hoje que levas uma falta disciplinar!!!

Sandro – não faça isso!

Prof (muito irritado) – Estou farto disto…

Sandro – ‘Tá bem, eu vou p’ra rua!

(O Sandro sai em direção ao nia)

Ato IV (no nia, o Geovane já lá estava)

Sandro – Geovane, o que estás aqui a fazer?!

Geovane – estava a dormir na aula… outra vez e a fazer perguntas e a chamar os colegas e a riscar a mesa e a fazer desenhos e os professores embirram comigo, né?... Eu não fiz nada e…

Sandro – Tira o barrete!

(chega uma professora)

P (tocando na cabeça do Sandro ao de leve)– sai!

(Sandro levanta-se e exemplifica um golpe de Karaté)

S – Yah!

(?)

(a Profª mostra o seu cinturão negro e...)

 

FIM

 

 

 

 

 

 

 

publicado por OPTD às 14:57

Janeiro 10 2012

 

Usando apenas os pronomes pessoais e os verbos nos tempos que desejares, cria uma história...

 

Por exemplo:

 

Ele sorriu.

Ela fingiu que não viu.

Eles olharam-se.

Eles beijaram-se.

Ela sorriu.

Ele fugiu...

 

Pode acabar melhor...

 

 

http://profteresa.no.sapo.pt/pdf2007/modostemposverbais.pdf tabela

 

http://www.prof2000.pt/users/tcaetano/pages/espaços1.htm ex verbos

 

http://www.conjuga-me.net/ conjugador

 

http://educar2005.do.sapo.pt/lp/tempo_verbos1.html jogo para praticar

 

 

 

 

 

http://www.prof2000.pt/users/amsniza/pron-psal.htm exercício

 

publicado por OPTD às 14:53

Janeiro 10 2012

Num mínimo de 50 palavras e num máximo de 70 palavras, escreve um texto em que dês a tuas opinião sobre um livro real ou imaginário indicando o autor, título e exemplos do livros (partes da história, catracterísticas das personagens...).

Usa obrigatoriamente e na ordem que quiseres estes 10 advérbios:

 

hoje

sim

não

inicialmente

bem

antigamente

agora

finalmente

amanhã

muito

 

http://portuguesonline.no.sapo.pt/adverbios.htm

 

 

publicado por OPTD às 14:37

Janeiro 09 2012

 

 

Uma Aventura Literária 2012

http://www.uma-aventura.pt/index.php?s=novidades&id=36&title=Concurso_Uma_Aventura_Literaria_2012

 

 

 

Librería Atrevida

http://laatrevidaconcurso.blogspot.com/2012/01/caros-amigos-atraves-desta-carta.html

publicado por OPTD às 16:35

Janeiro 04 2012

 

 

  • Expressar concordância ou não com a frase;
  • Justificar, dando exemplos;
  • Comentar as várias partes da frase.

Dar opinião: penso que, acredito que, creio que, na minha opinião, para mim, no meu ponto de vista...

 

Justificação: pois, uma vez que, assim como, por exemplo, tal como, como se vê, porque...

 

Escolhe uma frase e comenta-a.

http://www.citador.pt/

 

publicado por OPTD às 08:10

Novembro 28 2011

 

Amália Rodrigues

Zanguei-me com meu amor
Não o vi em todo o dia
À noite cantei melhor
O fado da Mouraria!

 

O sopro duma saudade
Vinha beijar-me, hora a hora.
P'ra ficar mais à vontade,
Mandei a saudade embora!

 

De manhã, arrependida,
Lembrei-me e pus-me a chorar.
Quem perde um amor na vida,
Jamais devia cantar!

 

Quando regressou ao ninho
Ele que mal assobia,
Vinha a assobiar baixinho
O fado da Mouraria!

 

 

 A propósito da distinção da UNESCO e da redondilha...

 

Indica o tipo de estrofe, o esquema rimático, o tipo de rima e o número de sílabas métricas.

 

http://www.infoescola.com/literatura/versos-rimas-estrofes/

 

http://edesete.blogs.sapo.pt/28161.html

 

http://www.portalfiore.com/etheree.htm exercício

 

 

 

publicado por OPTD às 08:13

Março 13 2011

Escola Básica 2, 3 _______________________________________

Língua Portuguesa

Ficha de Avaliação de Escrita

 

Nome _____________________________________________________  ____ ano, turma ___, nº ____

 

Presta atenção às indicações e preenche os campos abaixo com a tua narrativa e criatividade.

 

Título ____________________________________________________________________________________

 

Situação inicial

Tempo

Espaço

Descrição física e psicológica das personagens

(3 ou 4...)

Apresentação da situação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Problema

Alteração da situação inicial

Conflito

(o que aconteceu que mudou a fase anterior)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Peripécias

Reações das personagens à alteração

Aventuras

Consequências do problema

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Desenlace

Conclusão da narrativa

Resolução dos conflitos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bom trabalho! José Miranda 0311

publicado por OPTD às 19:33

Um blogue de apoio às minhas aulas e a todos os que gostam da Língua Portuguesa (e Francesa) e tudo...
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