O Professor tira dúvidas

Setembro 25 2011

Ana Saldanha

 

 

http://www.wook.pt/authors/detail/id/14454

 

Cadeia da Relação do Porto

 

 

Mapa do Porto

http://maps.google.com/maps?ds=yt&pq=porto+cadeia+da+rela%C3%A7%C3%A3o&hl=pt-PT&cp=5&gs_id=g&xhr=t&q=porto&gs_sm=&gs_upl=&bav=on.2,or.r_gc.r_pw.,cf.osb&biw=1280&bih=813&wrapid=tljp131737901934408&um=1&ie=UTF-8&sa=N&tab=vl

 

O homem das castanhas

 

Na Praça da Figueira,
ou no Jardim da Estrela,
num fogareiro aceso é que ele arde.
Ao canto do Outono,à esquina do Inverno,
o homem das castanhas é eterno.
Não tem eira nem beira, nem guarida,
e apregoa como um desafio.

É um cartucho pardo a sua vida,
e, se não mata a fome, mata o frio.
Um carro que se empurra,
um chapéu esburacado,
no peito uma castanha que não arde.
Tem a chuva nos olhos e tem o ar cansado
o homem que apregoa ao fim da tarde.
Ao pé dum candeeiro acaba o dia,
voz rouca com o travo da pobreza.
Apregoa pedaços de alegria,
e à noite vai dormir com a tristeza.

Quem quer quentes e boas, quentinhas?
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais calor p'ra casa.

A mágoa que transporta a miséria ambulante,
passeia na cidade o dia inteiro.
É como se empurrasse o Outono diante;
é como se empurrasse o nevoeiro.
Quem sabe a desventura do seu fado?
Quem olha para o homem das castanhas?
Nunca ninguém pensou que ali ao lado
ardem no fogareiro dores tamanhas.

Quem quer quentes e boas, quentinhas?
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais amor p'ra casa.

 

Ary dos Santos

 

publicado por OPTD às 19:38

O texto “todo-o-terreno” de Ana Saldanha é um texto um pouco chocante. Retrata uma parte do mundo em que vivemos actualmente, cheio de abusadores, pedófilos, raptores e muitos outros tipos de criminosos. Ricardo, a personagem principal da história, é quase “ferido” por uma dessas coisas repugnantes, pois é ainda uma criança inocente, ingénua e bastante desatenta que não conseguiu perceber que o homem da paragem, Fonseca, o estava a manipular e a enganar. Felizmente o seu interesse por carros conseguiu salva-lo, mas o atraso da mãe poderia ter sido fatal, esta poderia chegar à paragem e não ter qualquer sinal do filho.
Uma das partes mais interessantes da história foi quando passou uma mulher com o guarda-chuva quando já não estava a chover, todavia a ideia não foi bem concretizada porque foi menosprezada no texto, quase que passou ao lado. Mas o conceito de protecção estava bem concebido.
É um texto bastante interessante, mas entristece-nos um pouco ver como estas coisas acontecem tão naturalmente e como, neste caso os pedófilos, não têm vergonha do quão nojento são. Por outro lado, a parte das castanhas foi um pouco desnecessária, pois tinha uma grande descrição não muito relevante ao resto do texto.
Maria Eusébio a 29 de Setembro de 2011 às 17:02

todo o terreno em itálico
felizmente,
salvá-lo
em vez de história narrativa, narração...
será que a mulher do chapéu foi assim tão desprezada como dizes? Eu, clarificava melhor...
nojentos
Sobre a última frase já falámos e dos articuladores também, portanto mãos à obra!

Se enviares o texto para o mail, é mais fácil comentar e não fica aqui para o mundo inteiro bisbilhotar...
OPTD a 2 de Outubro de 2011 às 16:43

Um blogue de apoio às minhas aulas e a todos os que gostam da Língua Portuguesa (e Francesa) e tudo...
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