O Professor tira dúvidas

Outubro 08 2013

Para entender melhor "Castanhas assadas"...

 

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Judite_de_Carvalho

 

 

 
 
 
publicado por OPTD às 16:38
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Outubro 08 2013

 

A palavra além da sua representação escrita tem uma realização acústica, sonora.

O som é assim, resumidamente, o resultado da passagem do ar da expiração dos pulmões pelas cordas vocais, com a intervenção da língua, dentes, palato, cavidade oral e nasal, úvula... o que produz uma sequência sonora a que associamos um significado.

 

 

Os sons das línguas são representados pelo (alfabeto fonético internacional) AFI entre parêntesis retos:

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Alfabeto_fon%C3%A9tico_internacional

 

 

 

Consoante o sítio e o modo como o som é produzido os fonemas vocálicos classificam-se em

vogais

orais

nasais

 

anteriores

médias

posteriores

 

e

 

abertas é á ó

médias ê â ô

fechadas i u

 

Os consonânticos classificam-se em

consoantes

 

(modo de articulação)

oclusivas p t k b d g  PATACA BODEGA

fricativas f s ch v z j   FAÇA CHÁ VAZA JÁ

nasais m n nh

laterais l lh

vibrantes r R

 

surdas ou sonoras

 

(ponto de articulação)

labiais

dentais

alveolares

palatais

velares

 

semi-vogais

j viagem

w água

 

http://www.uiowa.edu/~acadtech/phonetics/spanish/frameset.html

publicado por OPTD às 16:36

Outubro 08 2013
 
 

 

 

 

Dimensão Pragmática da Língua

 

Enunciação

Discurso

 

Deixis - palavras que apontam para o contexto situacional

 

deítico

pessoal eu

espacial aqui

temporal falarei

social o senhor doutor

 

Atos de fala Está calor aqui!

 

locutório (enunciação)

ilocutório (intenção)

perlocutório (resultado)

 

Atos ilocutórios

assertivos  verdade - afirmar, concordar,informar

diretivos ação - mandar, ordenar, pedit, aconselhar

compromissivos obrigação - assegurar, comprometer-se com, jurar, prometer

expressivos  expressão - detestar, felicitar, adorar

declarativos criar nova realidade - declarar, nomear, batizar

indireto implícito, transmite-se mais do que se diz realmente

 

Princípios reguladores da interação discursiva

 

Princípio da cooperação

 

Máximas

quantidade

qualidade

relevância

modo

 

Princípio da cortesia

face positiva/negativa

 

Adequação discursiva

uso oral/escrito

registo formal/informal

formas de tratamento

 

Inferências Vamos sair hoje?

 

pressuposições

implicaturas conversacionais

 

Discurso

direto personagem -!?...

indireto narrador afirmou, disse...

indireto livre pensamento da personagem no discurso do narrador, às vezes tem ?!..., sem -

 

 

revisões http://www.slideshare.net/professoraIsabel/discurso-direto-e-indireto-7894270

 

exercícios http://storaportugues.blogspot.pt/2011/10/exercicios-extra-discurso-direto-e.html

publicado por OPTD às 16:31

Outubro 08 2013

 

 
 

 

Conceitos a pesquisar:

 

1. Linguagem e Comunicação

 

 

Linguagem - sistema de sinais que serve de meio de comunicação entre humanos, animais, máquinas...

 

verbal - exclusiva do Homem, palavra escrita/oral

não verbal - sons, gestos

 

emissor

recetor

mensagem

canal

código

contexto

 

Frase - sequência de palavras organizadas de acordo com as regras da língua

Enunciado - frase proferida por um locutor numa situação concreta

Enunciação - a língua em discurso

Discurso - produção verbal que resulta da interação comunicativa numa situação concreta (dimensão linguística e extralinguística)

 

Língua - código utilizado por cada comunidade linguística

 

oral

escrita

oficial

nacional

viva

morta

materna

segunda

estrangeira

minoritária

padrão/norma

naturais

artificiais

 

 

 

Falante

Comunidade

 

 

 

 
 

 

 

 

Le mirandés de hoije ben de la eiboluçon que tubo la lhengua de l Reino de Lhion, na tierra de Miranda, al lhargo de cientos de anhos, sufrindo la anfluença de l pertués, de l castelhano i de outras lhénguas, mas mantenendo la sue matriç oureginal: lhéngua filha de l lhatin i pertenciente a la família de las lhénguas stur-lhionesas. Quando l reino de Pertual de custituiu, apartando-se de l Reino de Lhion, yá na tierra de Miranda se falaba lhionés i assi tamien serie ne l mais de l atual çtrito de bergáncia. L pertués que ende hoije se fala ten muita palabra que bieno de l lhionés pa l pertués, i que ls dicionairos cuncídran, ls mais deilhes, cumo regionalismos stramuntanos.(...). Amadeu Ferreira
In Público, Segunda-feira, 27 de Outubro de 2008

 

2. Variação e normalização linguísticas

 

 

Variação

diacrónica - ao longo do tempo pera>para

diatópica - geográfica Portugal, Palop, Brasil (dialetos) fêra/feira  http://pt.wikipedia.org/wiki/Portugu%C3%AAs_brasileiro

                                                                                                      http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_diferen%C3%A7as_lexicais_entre_vers%C3%B5es_da_l%C3%ADngua_portuguesa

 

diastrática - social

diafásica - situação  negativa, nega, chumbo

 

 

 

Registo

 

cuidado

corrente

familiar

popular

gíria

calão

linguagem técnica e científica

 

 

http://www.escolavirtual.pt/assets/conteudos/downloads/8por/8por160401.pdf

 

1. Identifica o nível de linguagem presente em cada um dos textos. Justifica a tua resposta.

 

TEXTO A

«Apanhei seis bolas de cana por ter comido uma ostra cheia de orina e o intruja, que se foi aos molhos com a bófia, chibatou-me e apenas apanhou quatro trintadas pagantes. Quase não precisou de palrante».

Tradução

«Apanhei seis anos de prisão, por ter arrombado uma montra cheia de ouro, e o receptador, a quem vendi os artigos, acabou por confessar à Polícia e denunciou-me. Foi condenado em apenas quatro meses de prisão correccional, que não cumpriu, por lhe ser facultado a remissão a dinheiro. Quase não precisou de advogado.»

Tal e Qual, 13/12/80

 

TEXTO B

A solução da Rede de Circuitos Privados pode aplicar-se em diversas formas, tendo em vista a topologia da rede e a utilização ou não de meios próprios de comutação, gestão de rede, conversão de protocolos, multiplexagem e encriptação.

TELEPAC em NOTÍCIAS

 

TEXTO C

 

« — Que vem a ser isso, Pardalito?

Então, protestei contra aquela vergonhosa fraqueza:

— Estás também com medo da gaja, hem?!...

— Eu...?! — objectou ele, numa lamúria. — Não digas isso, rapazinho!... Mas já não havia palavras que me convencessem do contrário:

— Estás, sim! Tremes cheinho de medufa!... És tão grande e tão sabichão... e, afinal, bates o queixo como qualquer miúdo!...

Ele ia articular outra desculpa, mas um novo trovão fê-lo encolher-se. (E agora ouvi nitida­mente um gemido sair da boca do desgraçado.)

— Cagarola! — berrei-lhe, fora de mim. E intimei-o... — Eu não quero que íu tenhas medo da trovoada!»

ROMEU CORREIA, Bonecos de Luz

 

TEXTO D

 

«Aqui há semanas perdi o emprego, e aqui há dias a minha mulher, a Amélia, disse-me: "Vai ao Vitinha, homem: ele sempre há-de arranjar qualquer coisa.» Boa ideia. À noite disse aos amigos: «Amanhã vou ver o Vitinha. Vou falar com ele...» Todos ficaram alegres. «Dá lá recomendações, pá», disse o Naftalina. «Não te esqueças», avisou o Necas Bexiga.

No outro dia, lá fui ao prédio alto.

Disse o meu nome à empregada do consultório, ela desapareceu por uma porta, e voltou quase a seguir: «O senhor doutor pergunta se o seu assunto é urgente, se não pode esperar uns dias».»

BAPTISTA-BASTOS, Cidade Diária

 

TEXTO E

 

«Quando de tal me apercebi, saltei por cima do regedor, torto de borracho, rapei do estadulho dum carro que ali estava e, depois de varrer o campo com dois molinetes, pernas para que vos quero! Em menos tempo do que se pisca um olho, estava de largo.

Foram sobre mim, mas podiam eles lá pilhar-me, lesto como era, lesto como ia com o vinho orçado para me acender o ânimo, e na alma um aguilhão: avante! avante! se não queres ir apodrecer no chilindró! No morro, muito já fora de portas, à luz do luar ainda me deixava dis­tinguir os tarantas a agatanhar atrás de mim, gritei-lhes com toda a alegria dum pássaro nas cerejas, com toda a força dos pulmões anchos de liberdade:

— Ó cagaréus de Aveiro, vinde agora para cá!... Vinde!»

AQUILINO RIBEIRO, O Malhadinhas

 

TEXTO F

 

«São velhas, pode dizer-se, todas as cidades da Europa, e são velhíssimas todas as grandes cidades. Só na América se improvisam os grandes centros de população, fazendo-se, desde os fundamentos, toda uma cidade com a rapidez com que na Europa se faz, um bairro. Não prima­vam as velhas cidades pela higiene, a luz mal entrando e o ar mal circulando nas suas ruas estreitas e tortuosas. As praças e jardins, que são uma espécie de pulmões da cidade, ou não existiam ou eram de exíguas dimensões, órgãos sem aptidão para o papel que lhes destinavam.»

 

B. CAMACHO, in Questões Nacionais, (conferência)

TEXTO G

«O osciloscópio (ou oscilógrafo) de raios catódicos é um tubo produtor de raios catódicos que apresenta a forma, as dimensões e os eléctrodos que convêm aos fins a que destina»

Gazeta de Física, V, fasc.5

TEXTO H

«Estava um terno de choros numa montada, quando uma geada subia para a gaiola. Desengomaram-lhe a caldeira, comendo-lhe um guizo com três pintores, e foram fazer a partilha num bebedouro da Figueira. (Aí registou-se a seguinte conversa.)

— Não tenho mordido por aí o Pintado.

— Não admira, o gajo foi de saco há um mês por ter sido chibatado quando metia uns grilos ao intruja, que tinha comido duma ostra que foi feito de bote.

— E quem o deu à morte?

— O rodas, que é um grande mangas.» (...)

                              In Diário de Lisboa, 6/11/76                                                      Tradução:

Estavam três carteiristas numa paragem de eléctrico quando uma velha subia para ele. Abriram-Ihe a carteira e furtaram-lhe o porta-moedas com 300 escudos, indo fazer a partilha num café da Praça da Figuei­ra. (Ai registou-se a seguinte conversa.)

— Não tenho visto o Pintado.

— Não admira, pois ele foi preso há um mês por ter sido denunciado quando vendia relógios ao receptador, os quais tinha furtado de uma montra, operando com automóvel.

— E quem o denunciou?

— O condutor, que é um grande malandro.

 

TEXTO I

«Saímos a barra. Chego-me para o arrais, que não larga da mão a cana do leme, imóvel e atento. Mete-me medo o negrume que não tem limites de escuridão e de vida e de que me separa a espessura de uma tábua. A maré vaza. O arrais manda:

— Iça a vela!

Os homens saltam nos bancos e o pano bate no escuro.

— Ó iça! Ó iça!

A escota range no moitão e a grande vela triangular sobe, debate-se, enche--se de vento. A catraia mete a borda. Uma hesitação na marcha e logo nos entra­nhamos na agitação infinita, na noite infinita.»

Raul Brandão, Os Pescadores

TEXTO J

Renato estava lívido. "Eh, pá... eh, pá..." Deu alguns passos em silêncio e depois berrou com toda a força: "Mas onde é que está este tipo? Querem ver que  o sacana se deixou apanhar?!"                      

Mário Zambujal, Crónica dos Bons Malandros                 

publicado por OPTD às 16:25

Outubro 08 2013

 

http://dt.dgidc.min-edu.pt/

publicado por OPTD às 16:23

Um blogue de apoio às minhas aulas e a todos os que gostam da Língua Portuguesa (e Francesa) e tudo...
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